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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cobertura da festa de lançamento do Primeiro Ato



12-2009] - Cobertura da festa de lançamento do Primeiro Ato

Mais um grande show de Rap Nacional agitou a noite de São Paulo. Na noite de cinco de dezembro, aconteceu o show de lançamento do cd Licença Pra Chegar, do grupo Primeiro Ato. A festa foi na casa Green Express, que fica próximo a Galeria do Rap, no centro da capital paulista.
O Primeiro Ato já está há mais de cinco anos na batalha para concretizar o sonho de lançar o cd. O grupo é formado por Romário, B$O, Gordinho e DJ Raffa. Mesmo sem ter lançado o cd o nome do grupo já era cogitado como um dos grandes nomes da nova geração do rap nacional.
Para comemorar o lançamento do cd o grupo chamou alguns parceiros para participarem do evento, entre eles: Facção Central, Sandrão (RZO), A286 e Inquérito. A apresentação ficou por conta de Fábio Rogério, locutor do programa Espaço Rap, da 105 FM.
O evento foi sucesso total. A casa lotou e reuniu a rapa dos quatro cantos de São Paulo. E, foi ainda mais longe. Veio gente até de Minas Gerais para conferir esse lançamento. Nem mesmo as oito horas de viagem fizeram com que o povo desanimasse de participar de mais um grande momento dentro do rap nacional.
A cada show a emoção aumentava! Sandrão, do RZO,agitou a noite e fez com que todos cantassem com ele o grande sucesso “O Trem”. É em momentos como esse que percebemos que a história do rap nacional já está escrita dentro do coração de cada “mano” e “mina”. Parecia até um coral super ensaiado, todos cantaram a letra do começou ao fim, com grande animação.

E quem pensou que aquele tinha sido o ponto forte da noite, estava enganado... A celebração estava apenas começando... A noite ainda guardava muitas surpresas!
O show do Inquérito foi um “Gol de Placa”. E o público continuava empolgadíssimo, ainda mais depois de ouvir: É Gol, Rap é o Troco e principalmente Dias dos Pais.
Enfim, chegou a vez dos donos da noite subirem no palco. O público sabia a importância que aquela noite tinha na vida de Romário, B$O, Gordinho e DJ Raffa. Aquele show era o marco de uma vitória. O show foi uma verdadeira integração com o público! A emoção era tanta que Gordinho desceu do palco e ficou junto com a rapa. Provando que quem está em cima do palco não é melhor, nem mais inteligente, do que aquela multidão. O artista só existe por causa do público.

E o coração teve que ser forte para seguir madrugada adentro... Na seqüência foi a vez do A286 se apresentar. E como já é de costume por onde passam, os rapazes fizeram a casa tremer com suas com letras fortes e bases marcantes.
O relógio já marcava 5h e 30min e nada do Facção Central subir ao palco. Engana-se quem pensa que o público estava desanimado. Quanto mais o tempo passava, mais ansiosos eles ficavam e gritavam com mais fervor: Facção, Facção, Facção...
Quando Eduardo e Dun Dun subiram ao palco o público entrou em êxtase. Esse show foi ainda mais emocionando do que qualquer outro... Eduardo, fez um homenagem ao pai do Moysés, que havia morrido há poucos dias e declarou que aquele homem tinha sido o único herói de verdade que ele conheceu. Essas palavras abalaram com o emocional de Moysés, que faz o backing vocal do Facção. Em pratos, ele teve que sair do palco... Enquanto Moysés se recuperava o público cantava por ele... Quando retornou ao palco Moysés foi recebido com muitos aplausos. Prova do quanto ele é respeitado e considerado por aqueles que vivem o verdadeiro rap nacional.

O show acabou às 07h da manhã. O dia já estava claro! E parecia que a única coisa que restava era encarar a volta para casa. Não! Eduardo, do Facção Central, foi para o lado de fora da casa e tirou fotos com o público, em uma atitude de humildade e respeito por todos que haviam permanecido firmes até o final...
Essa foi mais uma página escrita na história do rap nacional. Uma página cheia de emoção, superação e celebração. Uma prova viva para aqueles que pensam que o rap nacional, o rap gangsta, está morrendo. Ele está cada vez mais vivo e batendo forte dentro daqueles que realmente amam e respeitam esse estilo. Que não é somente um estilo musical e sim uma opção de vida.
O espetáculo é feito por amor! É puro sentimento, tanto de quem está incógnita da multidão ou se destacando no palco. É esse sentimento que une as pessoas. Que faz com que, mesmo sem se conhecerem, se cumprimentem e se chamem de irmão. Todos na paz, no respeito...
É a periferia mostrando sua cara, seu proceder.
E como foi dito durante o show: “O Pior Não É Ser Oprimido E Sim Ser Oprimido E Não Se Dar Conta". E, a periferia está percebendo a opressão e se unindo. A cada grande show como esse, a união é mais uma vez confirmada. E é assim que o rap nacional vai conquistar mais espaços, graças ao suor e lágrimas de quem faz de coração.
Parabéns a todos valeu.
E, em 2010 têm muito mais!

Equipe do Portal Rap Nacional
Texto: Paula Farias
Fotos: Paula Farias e Fábio Barbosa
Edição: Elaine Mafra


Fonte: Assessoria Rap Nacional
Cópiamos esse artigo do blog de Paula Farias

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